sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Qual é a piada do pinto sem cu?

Soltou um pum e explodiu!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mídanas

Uma semana ( ou mais, eu não tenho certeza nem sei fazer as contas direito) depois da minha primeira postagem, como prometido, eu abandonei esse blog. Cumpri minha palavra e tinha até esquecido o que era um blog. Mas esse final de semana aconteceu uma coisa que me deu vontade de criar outra história, sem pé* nem cabeça. Mas dessa vez a história é baseada em fatos reais:

Era uma vez um garoto que tinha poucos problemas. Na verdade só dois. Ele se chamava Mídanas. Sim, Mídanas. Por isso seu nome era o problema n° 1. Não só pelo fato de ser simplesmente estranho, mas por ser um nome ridículo e absurdo, e por ser zoado por todos seus amigos, e por não ser capaz de compreender como sua mãe, uma mulher íntegra sã, tinha permitido que seu pai, que só podia ter M#### na cabeça, o registrasse com esse, esse... esse nome, se é que Mídanas podia ser classificado como um nome decente. Talvez pudesse sim. Talvez, em algum lugar bem no fim do mundo, em alguma seita satânica na Albânia, ou em alguma tribo aborígene de Guiné-Bissau, Mídanas pudesse ser considerado um nome normal. O que não era normal era que o pai de Mídanas tivesse dado esse nome pra um filho, e para o outro, o nome de Fábio. Mídanas e Fábio. Mídanas e Fábio !!!!!
A essa altura, você deve estar se perguntando, mas então porque o pai do garoto colocou esse maldito nome nele?? qual a razão dessa insanidade? De acordo com o dito cujo, era porque esse era um nome muito especial, com tinha um significado muito bonito : Agonia, sofrimento profundo. Dez reais pra quem conseguir me mostrar como isso pode ser um significado bonito...
Mas diferente de seu nome, Mídanas era muito feliz. Muito mesmo. Ele só tinha, como eu já falei, dois grandes problemas, o primeiro era seu nome e o segundo... eram as bolas de futebol.
Isso mesmo, bolas de futebol. Mídanas tinha um pavor incontrolável desses pequenos objetos esféricos. Isso pode parecer um pouco ridículo ( na verdade muito ridículo), mas para Mídanas isso era o fim do mundo. Talvez se ele tivesse nascido em qualquer outro lugar, na tal tribo da Guiné Bissau ou na seita da Albânia, isso não fosse um problema tão grande. Mas tendo nascido no Brasil, Mídanas estava completamente fudido.
Na rua, nos jornais, nas revsistas, nos outdoors, na tv, nos comerciais. Sempre tinha futebol em algum lugar. E sempre que tinha futebol, tinha também, é claro, a maldtia bola. Elas o perseguiam onde quer que fosse. Ele tentava, mas não tinha como se esconder.
Na escola, as aulas de educação física eram um pavor. Quando não conseguia se esconder no banheiro, ou fingir que tinha torcido o pé, ele era obrigado a jogar. Não que os outros colegas quisessem isso. Mídanas jogava tão mal, que era sempre o último a ser escolhido. Sempre. Depois dos baixinhos, dos lerdos, dos pernas de pau, do gordinho ( que sempre ia pro gol ) e até do garoto deficiente que tinha entrado na turma no meio do ano. Ele até poderia ser um bom jogador, era forte e ágil, corria rápido e não se cansava fácil. Mas toda vez que passavma a bola pra ele ele saía correndo em disparada no lado oposto, sem olhar pra trás, gritando freneticamente, completamente surtado.
Em época de Copa do Mundo então, a situação era pior ainda, ele se trancava no quarto o mês inteiro. Sem ver tv, sem entrar na internet, sem olhar a janela, sem nem mesmo ouvir a rádio, porque só de ouvir aquelas duas sílabas ele já sentia seu coração disparar: Bo-la. Não saía desse verdadeiro santuário por nada, nem mesmo para ir ao banheiro ( ignoremos essa parte... ). Seus pais passavam a comida pra ele por debaixo da porta, com medo do que poderia acontecer se ele tivesse contato com o mundo externo.
Uma dia ele resolveu ligar o computador pra entrar no msn. Pensou que se não entrasse na internet não tinha nenhum problema. Mas o momento em que seu msn abriu viu que estava errado. Surgiu um pop up gigante na tela, com uma promoção de Copa do mundo da coca. Desnecessário dizer que no pop-up, como era de se esperar, tinha um bola de futebol. Uma grande, brilhante e redonda bola de futebol. Mídanas, descontrolado, saiu esmurrando todas as teclas do teclado, apertando o mouse freneticamente. Nada. O computador estava congelado. Apertou desesperadamente o botão de desligar, mas a imamgem continuava fixa na tela. Em pânico, sem nem pensar, arrancou todos os cabos da tomada. No instante, não só foi eletrocutado, como queimou um disjuntor ( ou alguma coisa desse gênero, não sei** ), fazendo faltar luz no quarteirão inteiro.
O que Mídanas, isolado em seu qaurto não saiba, era que não só era um dia de jogo, como era o jogo da final. Centenas de torcedores em todo o quarteirão agora não podiam mais assistir ao jogo. E aquele era O jogo.
No prédio todo ouviam-se gritos de revolta e desespero. Pessoas corriam pelos corredores procurando algum vizinho que tivesse um radinho de pilha. E a situação era a mesma por toda a rua. Uns cinquenta bebados reunidos no bar da esquina que estavam assistindo ao jogo, começaram uma discussão e logo em seguida já havia uma multidão de homens brigando. Era o caos.
Enquanto isso, na sala de estar, os pais de Mídanas assistiam a tudo na janela, sem nem imaginar o que havia acontecido no quarto ao lado. Ironicamente, eles eram a única casa na vizinhança que tinha um radinho de pilha e assim, em alguns minutos, mais de cem pessoas se amontoavam porta a fora pra ouvir o jogo. Mas foi tarde demais. Quando conseguiram sintonizar a rádio o locutor já estava aos prantos lamentando a derrota da seleção brasileira. Eles tinham perdido de virada, nos últimos minutos do segundo tempo. Os mesmos minutos que ninguém tinha conseguido assistira graças à cagada de Mídanas.
E foi nesse momento que todos começaram a sentir um cheiro de fumaça vindo do quarto do garoto. Quando conseguiram arrombar a porta, por entre a fumaça, conseguiram ver o corpo de Mídanas estendido no chão, completamente contorcido e torradinho, com as mãos petrificadas, em volta dos cabos.
Enquanto seus pais choravam deseperados, aos poucos todos foram percebendo o que tinha acontecido. O caos se instalou novamente. Agora mais revoltados ainda pela derrota, os vizinhos começaram a agitar. Ouviam -se gritos de "Ele é o culpado!", "Vingaança!!", " Eu sempre achei o nome dele muito estranho!!" e "Peguem as tochas!!". A fúria tomou conta do lugar. Tacaram fogo no apartamento e em questão de minutos o fogo tomou conta do prédio. Ninguém conseguiu chamar os bombeiros, porque eles também estavam lamentando a derrota ao invés de trabalhar.
E então todos morreram queimados.

O FIM


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* Depois de três ótimos anos sem jogar futebol, sábado dia 10 eu resolvi jogar de novo e eis que eu fraturo meu dedo. nada como a boa e velha ironia.

** Mesmo depois de quase dois anos fazendo curso de eletrônica, eu não faço nem idéia do que é um disjuntor.

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Juro que na próxima história ninguém vai morrer no fim.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Dóris

Motivado por uma letra pervertida e uma leguminosa matricida, resolvi criar esse aborto de blog. Provavelmente em menos de uma semana ou tres postagens, eu já vou ter esquecido disso aqui, mas o que conta é a intenção.

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De repente, eu esqueci tudo o que eu tinha pra escrever, daí eu vou postar esssa linda história de amor que me veio à cabeça hoje de manhã, graças a uma amiga que não sabe fazer os próprios assignments...

Era uma vez uma menina chamada Dóris. Além do nome de vilã de novela das oito que maltratava os avós caducos, Dóris não tinha nada de mais à primeira vista. Isso, considerando que a primeira vista durasse em média um milissegundo, porque instantaneamente em seguida, dava pra perceber que tinha algo de grotescamente errado com Dóris : Ela não tinha nariz.
Daí com certeza você vai perguntar "Porra, mas como assim ela não tinha nariz?? Por onde que ela respirava, então?!?!". Ué, a Hello Kitty não tem boca e é famosa pra caralho. É um ícone pras garotinhas dementes. Tem milhares de produtos dela, até um programa na tv. Mas agora pára pra pensar logicamente sobre por onde que ela come. Tenho certeza de que ela não vai parecer mais uma gatinha tão fofa assim...tem umas coisas, que é melhor não dizer, e o orifício, digamos, inesperado, por onde Dóris respirava é uma delas. Pelo menos nesse horário.
Fora essa anomalia desconcertante, Dóris era uma garota normal. Ou pelo menos tentava ser. Tá, ela era um pouquinho diferente. Muito diferente. O.k., ela era uma aberração.

Ninguém sabia direito porque ela tinha nascido assim. Na verdade, ninguém sabia direito como ela havia nascido. Dóris foi encontrada por duas freiras numa terça de Carnaval, abandonada num beco escuro de Bangu. Elas levaram a pobre criança disforme para um orfanato.

Aí Dóris viveu feliz no orfanato por anos, como uma chiquitita. Ate que um dia ela resolveu dar pro seu namorado , o Wellington e acabou morrendo sufocada. Pronto, cabou, cansei disso.